Título Original: Red Queen
Autora: Victoria Aveyard
Páginas: 424
Ano: 2015
Editora: Seguinte
Gênero: Distopia/Fantasia
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Sinopse:
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração. 
 Série A Rainha Vermelha

1. A Rainha Vermelha
2. Espada de Vidro


A Rainha Vermelha foi lançado no mês de junho pela Editora Seguinte e se tornou um dos meus queridinhos em minha wishlist. Estava louca para ler (quase desesperada), porém não poderia tão cedo. Pois, tenho muitos em minha coleção que pretendo ler antes de comprar novos livros e também a falta de grana. O livro se tornou um Best Seller do New York Times e permanece lá até nos dias de hoje!
Em A Rainha Vermelha somos introduzidos ao “novo mundo”, Norta mais precisamente, onde a sociedade é dividida pelo sangue que cada um carrega em suas veias. Entre pessoas que possuem o sangue vermelho e os que possuem sangue prateado. Os vermelhos são a plebe. Comuns e nada especiais. São os enviados para as guerras, os que passam fome e que trabalham até a exaustão. Os jovens vermelhos que são aprendizes de alguma profissão estão livres do alistamento obrigatório para a guerra. Isso antes de completarem os seus 18 anos. Essa é uma das contribuições dos vermelhos para a sociedade. Os prateados são compostos pelas pessoas que possuem poderes e estão na alta sociedade. A realeza. Dessa vez, nesta distopia, voltamos à monarquia. Onde há a corte e cada “Casa” possui um poder diferente dos demais.
Mare Barrow, a protagonista, possui o sangue vermelho. Junto com sua família, vive no vilarejo de Palafitas, onde passam por muitas dificuldades. Ela possui três irmãos mais velhos que estão lutando na guerra. A única que possui um emprego em sua família é Gisa, sua irmã casula. Assim, não sendo uma aprendiz, Mare rouba para poder sustentar sua família a seu modo.
A situação complica ainda mais quando seu melhor amigo, Kilorn, perde seu mestre (o qual é aprendiz) e tendo seus 18 anos será obrigado a se alistar na guerra. Assim, Mare faz o que pode para salvar seu amigo.
Com um toque do destino, Mare consegue um trabalho no palácio. Onde, no momento em que está acontecendo uma competição para escolher a futura rainha de Norta, de forma inusitada, descobre que possui poderes. Garota com sangue vermelho, mas com poderes de prateados WOW! Assim, Mare não tem escolha a não ser seguir as ordens do rei. O qual pretende usá-la para reprimir a possível guerra com os vermelhos.
No decorrer da trama vemos o dia-a-dia de Mare no palácio. Seus deveres, lições e treinamentos. Também podemos notar seu relacionamento com os príncipes e com o resto da corte. A vida de Mare não é toda infeliz, mas a garota vermelha (olha eu na história meu povo haha) não gosta nada de toda a pressão e o modo de como deve se torna submissa.
Como em toda distopia tem o grupo que almeja mudanças e luta pela melhoria da vida dos mais pobres, no caso os vermelhos. O que achei bem legal, mas também tive muitas desconfianças. A Guarda Escarlate é um grupo enorme e organizado, porém certas coisas aconteceram com alguns membros do grupo que me fez pensar: “Isso é sério? Não foram muito espertos, hein queridinhos?”. Mas isso é um grande ponto forte, pois são pessoas do povo que se juntaram. Ou seja, errar é humano. Nem tudo pode dar certo apesar do grupo ser audacioso.
Pelo modo de vida dos prateados, eles são muito infelizes, já os vermelhos, mesmo na pobreza extrema, possuem mais vitalidade. Bem irônico isso. Faz-nos pensar naquela lição em que riqueza e poder nem sempre trás felicidade.
Logo no início do livro, há um momento que pensei: “Humm é agora que vai começar o romance. Vai ser com esse cara e ela vai ficar dividida”. Porém, o romance não foi muito bem construído. Deveria ter mais cenas entre os possíveis casais para assim termos mais ideias do que se passava. Muitos diálogos eram “cortados” e algumas cenas curtas, o que me deixava confusa às vezes.
Victoria Aveyard conseguiu criar personagens fortes e que possuem jogo de cintura. A Mare é esperta, protetora e coloca a vida das pessoas que ama antes da sua. O que me deixou com raiva dela foi seu egoísmo em certos momentos. Algumas vezes ela não pensava o bastante antes de agir e no final mais problemas surgiam. Ela sempre viveu a sombra da irmã mais nova, o que dá pena. A sua astucia na arte do roubo é interessante. Gostei dela no primeiro capitulo. Muitas vezes eu sacava o que estava acontecendo mais rápido que a protagonista. Cal foi um personagem que gostei logo na primeira vez em que aparece. O mistério que carregava me atraiu para ele. Seu modo de ver as coisas e não querer ficar parado o torna forte e corajoso. Ele sabe mascarar suas emoções e é extremamente focado. Maven no inicio não me conquistou. Mas no decorrer da história ele foi ganhando meu coração. Shade, irmão de Mare, mal aparece na história, mas não sei como me apeguei a ele. Coisas que lhe aconteceram eu sentia que não podiam ser verdadeiras. A rainha Elara e o rei Tiberias são insuportáveis, se um meteoro caísse na cabeça deles eu não me importaria. Personagens como Julian e Lucas merecem destaque.
Eu coloquei bastante expectativa em A Rainha Vermelha, mas elas não foram superadas. Não que o livro seja ruim, porque eu adorei, mas eu esperava me apegar mais aos personagens e que o romance fosse mais bem construído, entre outras coisas também. Os capítulos sempre tem alguma coisinha que nos impulsiona a querer continuar lendo e saber mais. Há o suspense de quem é a Mare e o motivo dela ser assim, como surgiram os prateados e como o “novo mundo” foi construído.
O final, lá para o capitulo 25 ao 27 foi surpreendente. Eu não esperava pela reviravolta da história. Fiquei eufórica e “CARAMBA!” Não acreditava no que meus olhos liam. A quarta estrela que dei, foi graças a esse final. Amor por alguns personagens se tonaram raiva e decepção.
O poder que a realeza exerce sobre tudo e todos é impressionante. As mentiras, façanhas e planos nos mostram que ninguém é confiável. Tenho raiva dos prateados e poucos salvam. Eu com certeza participaria da Guarda Escarlate, mesmo desconfiada de algumas coisas sobre o grupo. Pois, também almejaria mudanças para um mundo tão desigual e maçante. A injustiça é predominante.
Por que gostei de A Rainha Vermelha? Bom, além de ser uma distopia (amo distopias), a trama nos mostra sobre amizade, confiança, humildade, desespero e colocar pessoas que amamos antes de nós. Há um turbilhão de sentimentos que podemos sentir com um mesmo personagem. A autora conseguiu pegar algo novo e juntar ao conhecido e assim formar um pacote bacana. Não há enrolação nas cenas e a cada capitulo somos instigados a saber mais e mais. A escrita é leve e fácil o que torna a leitura rápida. A forma como somos surpreendidos com momentos inesperados é excelente. A ambientação, os poderes e o novo mundo são impressionantes. A trama nos faz questionar a sociedade, o governo e as pessoas. É quase mágico! Os poderes dos prateados são bem criativos e na viagem até a capital é incrível imaginar os vilarejos, fábricas e ambientes. Há muito ação e cenas desta são de tirar o fôlego. Amei!
Para quem gosta de ler distopias é uma ótima história. Tudo é bem escrito e estou louca para o segundo livro! Muitas pontas foram deixadas soltas e espero que minhas dúvidas sejam respondidas. #SuperAnsiosa
Frases
“Para conhecer alguém, você tem que conhecer seus medos.”
“Vermelha na cabeça, prateada no coração.”
“Se, a pior palavra do mundo.”
“As palavras mentem de vez em quando. Veja além delas.”
“Se você não consegue vencer usando seu poder, vença usando sua cabeça.”
“Todo mundo trai todo mundo.”
“É da nossa natureza. Destruímos. É a constante da nossa espécie. Não importa a cor do sangue, os homens sempre cairão.”
“O passado é tão mais grandioso que esse futuro.”
“Verdade é o que eu digo ser verdade. Posso incendiar o mundo e chamar de chuva.”
Lembrem-se: “Nós vamos nos levantar vermelhos como a aurora.” 😉

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