Título Original: The Fault In Our Stars
Autor: John Green
Páginas: 288
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Gênero: Jovem Adulto
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Sinopse:
Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam.
Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.
A Culpa é das Estrelas foi o segundo livro que li do John Green, pois na época eu julgava como um livro de uma estória péssima e batida. Além de que estava muito na modinha. Porém, resolvi dar uma chance em janeiro de 2014 e comprei o livro físico. Conclusão: levei um tapa na cara porque adorei a estória.

Não há muito que resumir da estória, pois 90% das pessoas já sabem mesmo não tendo lido o livro. Então, resumindo, Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que poderá morrer logo, mas ao invés de estar curtindo a vida adoidada, a garota passa seus dias se aventurando assistindo TV e lendo livros. Hazel frequenta um grupo de apoio com pessoas que possuem ou já possuíram câncer. Ela acha os encontros chatos e nada produtivos, até que em uma das reuniões conhece Augustus Waters, mais conhecido como Gus (amorzão❤). E assim, a vida de Hazel ganha mais cor e seus dias são cada vez melhores.

John Green acertou novamente (pelo menos em minha opinião)! Sua escrita é leve, envolvente e muito dinâmica. Cheia de metáforas e “enigmas” que faz o leitor parar e refletir. John faz com que o normal seja divertido e nada cansativo. Prefiro o fantasioso que é a fuga do nosso mundo atual, mas Green torna tudo mais mágico.
Os personagens são cativantes, divertidos e inteligentes. Meus preferidos são Gus e Izaac❤ Pude notar que os personagens secundários nos livros do John são mais legais que os protagonistas haha Adoro a Hazel, mas os outros se destacam mais que ela. Amei o jeito esperto dela que muitas vezes até conseguiu superar o Gus. O casal é perfeito demais e possui uma dinâmica única. Eles se entendem como se ninguém mais no mundo pudesse entendê-los. John faz com que seus personagens adolescentes sejam mais inteligentes que os adultos. Como se fossem invencíveis, fato que é muito legal.
Acho que pelo fato de eu ter julgado a estória antes de conhecer, me fez gostar ainda mais, pois tudo nela me surpreendeu. Até a forma como os protagonistas lidam com o câncer e fazem piadas irônicas sobre a doença. Eles são tão legais que me fizeram desejar fazer parte do grupinho. Mas ao mesmo tempo me senti burrinha por eles serem tão inteligentes haha Não estou me menosprezando, só quis dizer que o John possui uma forma de colocar os jovens em seus livros como seres muito evoluídos e inteligentes demais até para a idade. Mas esse foi um dos fatos de eu ter amado a trama.

O final foi emocionante e totalmente diferente do que eu esperava. Foi surpreendente *-* Em vários momentos me peguei aos prantos! Não há como não chorar! A ideia do Gus no final me inspirou. Ele foi o personagem que mais me identifiquei. JOHN GREEN TE AMO PARA SEMPRE! Porém, ficou muito em aberto e eu gostaria de saber mais, assim como a Hazel desejava saber o final do seu livro preferido.
Tenho conhecimento de que muitas pessoas odeiam esse livro ou qualquer outro do John, mas tentem encontrar ao menos um ponto positivo nas estórias, pessoal! Nenhum livro é de todo ruim. Sempre há pelo menos um ponto positivo. Tentem ver. Eu dei uma chance a um livro que eu prometi que nunca leria. Julguei sem ter lido. Por favor, não vão pela modinha (odeio modinhas chatas de pessoas hipócritas) ou pela opinião cega de gente que não conhece. Pensem no meu caso, não fui pela opinião de ninguém. Só li a sinopse e imaginei mil motivos para não ler achando que era uma estória só sobre câncer e depressão. Mas é totalmente o oposto! Confiem em mim😉
Em suma, novamente John Green ganhou meu coração com seus pensamentos geniais e a maestria para escrever excelentes romances joviais😉
Frases
 “Meus melhores amigos eram meus pais. Meu terceiro melhor amigo era um escritor que nem sabia que eu existia.”
“O lar é onde fica o coração.”
“O verdadeiro amor nasce em tempos difíceis.”
“Nos dias mais sombrios, o Senhor coloca as melhores pessoas na sua vida.”
“Ás vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam.”
“Sem dor, como poderíamos reconhecer o prazer?”
“Ás vezes as pessoas não tem noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem.”
“Esse é o problema da dor (…). Ela precisa ser sentida.”
“Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida da pessoa.”
“Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.”
“Você precisa escolher as causas pelas quais vai lutar nesse mundo, Hazel.”
 “Eu te amo no presente do indicativo.”
 “Se você não vive uma vida a serviço de um bem maior, precisa pelo menos morrer uma morte a serviço de um bem maior, sabe?”
 “As marcas que os seres humanos deixam são, com frequência, cicatrizes.”
“O mundo não é uma fábrica de realização de desejos.”
“Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.”
“A dor é como um tecido. Quanto mais forte, mais valioso.”
“E me ocorreu que a ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez.”
“Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações.”

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